Terça-feira, 1 de Novembro de 2011
Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
O Labirinto
Aqui no 5º canto deste império perdido
neste universo que está esquecido
encontro ideais radicais
completamente anormais
procurava desde há muito uma razão
para que pudesse ter na minha mão
nunca perder esse coração
que no passado nunca me deu ilusão
encontro apenas uma passagem
a outra margem está na miragem
procuro agora um simbolo bonito
que para ti não pareça esquesito
és uma estrela jamais esquecida
neste paraiso a que chamamos vida
uns dias o pesadelo
nos outros o desenrolar do novelo.
José Pina 27/07/2011
Domingo, 10 de Julho de 2011
A Contra Mensagem
Um ano de magia
acompanhado de tanta alegria
a magia de um sorrir
que de repente nos oferece um reluzir
procuramos todos a essência de um ser
que de tanto querer deixou de ver
agora apenas encontra a sua felicidade
através de uma mensagem de inutilidade
a nós já nada perdemos
apenas queremos e teremos
justiça feita pelo mundo
ou tudo ficará pelo fundo
o fundo desse organismo
desregulado pelo comunismo
agora segredado pela sociedade
e acabado pela idade
José Pina 21 Junho de 2011
Terça-feira, 21 de Junho de 2011
O Presente e o Futuro
Neste nosso Portugal desleal
alguém se esqueceu de por o ideal
tornamos nos num pais diferente
agarrado ao distante presente
queria para sempre ser o herói
deste portugal que nos corroí
como um rato que rouba o queijo
acabado de fazer depois daquele beijo
agora nem beijos nem queijos
perdemos todos os apetrechos
para enganar a banca maliciosa
que nos lixa a vida ditosa
queremos tomar um novo rumo
criando o nosso próprio sumo
para que depois não nos acusem
de não termos o nosso "mundo"
alguém se esqueceu de por o ideal
tornamos nos num pais diferente
agarrado ao distante presente
queria para sempre ser o herói
deste portugal que nos corroí
como um rato que rouba o queijo
acabado de fazer depois daquele beijo
agora nem beijos nem queijos
perdemos todos os apetrechos
para enganar a banca maliciosa
que nos lixa a vida ditosa
queremos tomar um novo rumo
criando o nosso próprio sumo
para que depois não nos acusem
de não termos o nosso "mundo"
José Pina 14 Junho de 2011
Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011
Casa minha
Cai noite,
Saímos á rua,
Nela nua durmimos.
Num banco de jardim
É o vento quem nos aqueçe
E nos diz que na vida
É tudo o que temos.
Nas esquinas habituais
Esperamos o jantar
Que já foi jantar!
A mesa é composta de:
Toalha de joelhos,
Prato de cocha
e talheres de cinco pontas,
Jantamos
A mesma merda,
Perdão, a ementa de sempre.
É servida com aroma
De contentor,
Quentinha
Á temperatura de Ártico.
Por vezes até a temperam,
Com lexivias e outros quimicos.
Agora, de "fundos" tapados
Seguimos até aos quartos
Onde durmimos ao barulho das luzes,
As de presença (chamemos-lhes assim).
Se ao passar na rua nos avistarem,
Não nos estranhem.
A vida deu-nos as ruas como casa,
Os jardins como quartos,
Os bancos como camas
E muitas vezes o vento,
O vento como manta!
Este poema foi elaborado enquanto estava sentado observando um sem abrigo em pleno jardim perto de belem deitado apenas com uma manta e a comer manteiga com as mãos, como podemos não ficar tocados e emocionados. Que sorte temos nós poder pelo menos fazer duas refeições por dia. Ao falar com ele, disse-me uma pequena frase: Pobre? pareço-te pobre? a pobreza é interior! Pobre é aquele que fica parado perante as desgraças do mundo que o rodeia e onde vive. Sábias palavras que partilho aqui agora. Passados dois anos.
Poema elaborado algures em Novembro de 2008.
Um forte abraço
LN
Saímos á rua,
Nela nua durmimos.
Num banco de jardim
É o vento quem nos aqueçe
E nos diz que na vida
É tudo o que temos.
Nas esquinas habituais
Esperamos o jantar
Que já foi jantar!
A mesa é composta de:
Toalha de joelhos,
Prato de cocha
e talheres de cinco pontas,
Jantamos
A mesma merda,
Perdão, a ementa de sempre.
É servida com aroma
De contentor,
Quentinha
Á temperatura de Ártico.
Por vezes até a temperam,
Com lexivias e outros quimicos.
Agora, de "fundos" tapados
Seguimos até aos quartos
Onde durmimos ao barulho das luzes,
As de presença (chamemos-lhes assim).
Se ao passar na rua nos avistarem,
Não nos estranhem.
A vida deu-nos as ruas como casa,
Os jardins como quartos,
Os bancos como camas
E muitas vezes o vento,
O vento como manta!
Este poema foi elaborado enquanto estava sentado observando um sem abrigo em pleno jardim perto de belem deitado apenas com uma manta e a comer manteiga com as mãos, como podemos não ficar tocados e emocionados. Que sorte temos nós poder pelo menos fazer duas refeições por dia. Ao falar com ele, disse-me uma pequena frase: Pobre? pareço-te pobre? a pobreza é interior! Pobre é aquele que fica parado perante as desgraças do mundo que o rodeia e onde vive. Sábias palavras que partilho aqui agora. Passados dois anos.
Poema elaborado algures em Novembro de 2008.
Um forte abraço
LN
Sábado, 5 de Fevereiro de 2011
Solsticio da Vida
Neste ano que se avizinha
continuamos nas adivinhas
em busca de soluções
para corrigir o défice de milhões
soluções destronadas
pela incapacidade de quem estraga
neste mundo do sentimento
em que se semeiam todos os ventos
apanham se as sementes
tentando não deixar mais vertentes
de guerras que não se percebem
e de letras que não se perdem
deixamos o sentimento perdido
no monte dos problemas esquecido
agora já não há solstício
nesta razão de tão nobre oficio.
José Pina 25 Janeiro de 2011
desabafo imaginário
Nesta vida de desilusões
choro com o coração
em busca de um sorriso
ou no mínimo de não passar grizo
ainda ontem andava com os carrinhos
no centro deste carrilzinho
quero agora apenas acalmar
e conseguir parar de chorar
perderam se tantas lágrimas
em confusões sem páginas
eu vivo agora numa página molhada
coberta de mágoa
quero apenas afastar me daqui
uma máquina do tempo para me abstrair
sentir que o presente é uma miragem
José pina 27 Janeiro de 2011
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