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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Ser Humano - Pessoa/Mundo

De que valores se regem os nossos valores enquanto Humanos que somos? Tenho duvidas e receio tentar sequer exercer esse exercício de reflexão sobre quem somos e o que realmente estamos cá a fazer.
O que direi de seguida mais não é que uma opinião minha fundamentada no pouco que sei, e que por isso deverá apenas ser interpretada como tal e nunca em situação alguma como um texto baseado em algo que não o que sei. A presente reflexão não é baseada em qualquer base sustentável sobre o assunto sendo, como de resto já o disse, apenas fruto do que penso e constato no dia-a-dia.
Todas as espécies com vida no Mundo sofreram alterações, evoluíram, e nós não contornámos essa verdade e evoluímos também. Somos hoje o Homo sapiens sapiens, Homem sábio sábio. Até que ponto o é?
Vou reflectir sobre a acção do Homem no Mundo e isso leva-me a uma outra questão imediata e controversamente embaraçosa para qualquer Humano consciente do que deveria ser o seu papel no mundo. O que fazemos para, pelos menos preservar o Mundo no equilíbrio natural que dele, é naturalmente característico é a pergunta. Pouco ou nada, na minha opinião.
A verdade é que a água, por exemplo, começa a escassear, o petróleo ainda mais e se a tudo isto juntarmos o buraco do ozono provocado pela poluição não temos decerto um panorama favorável para nós, habitantes da Terra.
Enquanto Seres Humanos, dotados de um cérebro magistralmente concebido para manifestar curiosidade e racionalidade, não somos capazes de manter o equilíbrio natural especialmente criado para subsistir sem a intervenção do Homem.
Posso então pensar, e não será descabido certamente, que o ser que sou (e todos somos) é um ser inacabado pela natureza. Na minha modesta mas convicta opinião, creio que não somos um erro da natureza, fruto de um esquecimento ancestral, apenas nos damos ao luxo de optar, de pensar e de agir e modificar o meio onde estamos.
De egoístas não passamos. Em nós apenas pensamos; bem, isso é o que cada ser vivo individualizado faz instintivamente. O ser Humano fá-lo também mas com a agravante e aqui sim, no caso unicamente humano, de ser dotado de características ímpares de todo e qualquer outro ser. O cérebro.
E assim chegamos ao Mundo de hoje, pé ante pé conseguimos o que hoje somos, uma máquina destruidora de vidas e ecossistemas. À partida, o cérebro de que dispomos seria motivo para sermos minimamente racionais e não servirmo-nos de tudo aquilo que nos é necessário e até do que não o é num excesso constantemente abusivo; mas o que certo é, é que exploramos o Mundo em excesso onde o excesso acaba por ser a nossa espécie.
Poderei estar a ser dramaticamente negro, porém, pensando bem não será quase numa exactidão bem real o que digo?
Invenções absurdamente tardias para poupar água e reduzir a utilização dos recursos naturais, por exemplo, o que são senão um ténue ressentimento em tom de pedido de desculpas pela arte egoísta do ser que somos?
Reparemos que hoje todos os gestos de preservação do planeta não são mais que actos egoístas de toda uma Humanidade perseguida pelo medo aterrorizante de extinguir a sua espécie por culpa própria.
Convenhamos que para mim é complicado falar do ser humano enquanto pessoa sem o relacionar simbioticamente com todo o Mundo em que se insere.
Surge-me outra questão:

Como poderemos ser justos para o Mundo se nem para nós o somos? A questão da Humanidade é tão misteriosa quanto envolvente na medida em que quanto mais sobre nós sabemos menos nos conhecemos.

Não sou eu nesta minha ainda tenra idade, que vou certamente encontrar as respostas para as questões que aqui apresento porque o propósito até não foi responder mas sim questionar e dar uma opinião. E sendo assim, como podemos discutir o futuro da vida na Terra se damos mais importância a um desacato num parque de estacionamento porque alguma “alminha” estacionou o seu automóvel no lugar que nós já tínhamos visto antes?
Como poderemos pensar na sobrevivência do nosso Mundo, nossa casa, se metade do tempo da nossa espécie (repito, dotada de um complexo cerebral especificamente concebido para a racionalidade) foi perdida em batalhas arduamente sofridas por questões territoriais? Terá valido tanta morte? Quem sou eu para fazer juízo de valores que sou apenas um ser de uma espécie agonizantemente mortífera e auto-destrutiva? Mas falando em questões de tempo não nos seria útil ter ao nosso dispor esse precioso tempo gasto a matar o próximo? Na minha opinião, só consigo relacionar-nos, como espécie distinta, de um modo. Relacioná-la com destruição. Relacioná-la com podridão onde quem perto dela está como ela ficará.
Se tenho vergonha de ser humano? Agora sim. Confesso que antes desta minha reflexão mais ou menos conseguida não pensava muito no tema embora de certo modo sempre tentei perceber de onde surgimos e para onde vamos. Muito provavelmente à imagem de todos vós. E eu sozinho o que poderei fazer? Tentar erguer este Mundo da podridão que dele se torna característico? Os que como eu querem mudar o rumo do mundo activamente não são mais que Cuba de Fidel coberta por uma multidão dispersamente separada que no meio da multidão humana é uma minoria. Fosse essa minoria multidão quem governa a hipocrisia das nossas civilizações e então o Mundo agiria em conformidade com o que nos rodeia, pois afinal somos todos apenas um rebanho às ordens de quem manda.
Talvez a mocidade me faça assim, rebelde, na abordagem a certas questões, mas o certo é que, por vezes pensar obriga-nos a procurar máscaras para encobrir a realidade. E a realidade é que não dá mais para esconder que o ser que construímos em torno de uma racionalidade distinta é o ser que somos numa realidade fracassada mas ainda não acabada.
Quem já não se perguntou o porquê da nossa existência? Todos, como já disse anteriormente, o devem ter, certamente, questionado. A minha opinião é a seguinte: afectividade à parte, todo o ser vivo age por instinto e o ser Humano não é excepção.
Tudo foi concebido com um fim, não duvido. O que duvido é da criação da espécie Humana, se nos foi desenvolvido (pela natureza ou por pura sorte, não vou discutir esse tema) um cérebro a fim de pensarmos e optarmos, porque agimos nós instintivamente por um instinto de auto-destruição? Se há quem defenda que houve vida em Marte porquê que já não há? Talvez sejamos um mero meio cíclico que aparece e desaparece de planeta em planeta. Pensa-se que algo acabou com a camada de ozono em Marte, parece-me que a ideia de “Ser Humano” é um elemento obviamente a ter em consideração. Seremos mesmo um meio cíclico que aparece apenas para encerrar ciclos planetários? Porque terei eu pensado nesta hipótese? É outro facto este de nada se saber sobre a mente Humana. Desengane-se quem pensa que se sabe muito sobre a Mente humana, a mais pura das ilusões. A cada descoberta conquistada sobre a mente nossa, dá-se um passo grande, mas para um vazio ainda maior.
Com tudo isto penso que o ser pessoa neste Mundo é algo em vias de extinção, eu sou humano e no entanto não me considero pessoa. No meio onde me encontro sou considerado Pessoa porque, e sem medo de assumir, movo-me ao sabor desta sociedade sempre em mudança e quase sempre com poucos resultados visíveis de bom senso. Temos uma responsabilidade para o Mundo como um pai para um filho e não me parece que tenhamos sido uns bons pais uma vez que, voltando a relacionar-nos com o Mundo, estamos em constante ruptura com mesmo. Pena que no momento de cada nascimento não venha incluído um manual de bom senso de modo a que seja lido e compreendido para que o Ser que somos seja um Ser patriota no sentido em que a pátria é o Planeta Terra no conjunto de vidas nele existente.
E assim chego ao fim desta minha reflexão sobre o “ser pessoa e a sua relação com o Mundo” dado que apenas me resta deixar um modo de ver o mundo como eu gostaria que todos o percebessem. Desta forma procuro deixar, de um modo poético, umas últimas palavras.

O que há no centro de uma orquestra que também deveria haver, e efectivamente há, no centro de toda a vida?
Bem, na orquestra é o maestro que com a sua astúcia e empenho dá azo a interpretações magistrais de ritmo, emoções, sensações e até de tentações sentidas á flor da pele. Coordenando simbioticamente todo um conjunto de músicos é a cabeça mais espectacular no seu meio, porque estudou para o conseguir, o que o liga com o Mundo? Vejamos, sendo ele o homem mais preparado para dirigir uma orquestra pensemos, quem no Mundo está mais vocacionado para dirigir o seu rumo? O Homem. É verdade, esse ser completo, a máquina perfeita que hoje eu aqui destronei. Terei destronado ou apenas aberto portas a uma visão real do que somos?
Quero acreditar que somos, enquanto Humanos, o ser mais espectacular que existe porque devemos encarar o mundo como uma composição orquestral que, poeticamente sentida, dará um sabor único ao ser único que todos somos nesta orquestra da vida em exibição neste grande palco, o Mundo.

Será que somos uma orquestra afinada? E nós, seremos uns bons maestros?

Saudações
LN (Lobo da Noite)

2 comentários:

José Pina disse...

É com grande satisfação que leio mais um texto/crónica tua... bem quanto ao "Homem" penso que cada pessoa terá a sua forma de ser,estar e viver neste mundo em deterioração constante, e contra isso penso que não podemos criticar afinal já o encontramos assim , agora é levantar a cabeça e tentar mudar hábitos de verdadeiras multidões e de vários tubarõs mundiais, quanto ao sermos maestros concordo a 100% afinal o que é uma orquestra(vida) sem o seu maestro(nós), seria como uma paisagem sem a sua magia(uma boa companhia) , quanto a ti meu grande amigo força cada dia a evoluir e a escrever ao mais alto nível em todos os aspectos, deste lado terás sempre alguém pronto a ler...

abração

bad.influence.on.u disse...

mt bom!!